Curso o MBA Executivo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, tendo como parte do programa de estudos a matéria - Gestão de Pessoas, instruída pela Professora de Fator Humano da ESPM e Sócio-diretora da F&M Consultoria, Fátima Motta. Autora de diversos artigos, não apenas publicados na revista da Escola, Motta também é doutouranda de tese que defende as evoluções da civilização relacionadas às intenções e valores de trabalho individuais. Ela recentemente publicou o artigo Liderança como Fator Competitivo que destaca os quatro fatores que diferenciam os líderes que entendem a importância das pessoas e o reconhecimento do seu verdadeiro papel como participante do desenvolvimento humano: a definição do foco, o entusiasmo, o desenvolvimento de pessoas e a comunicação.
No artigo, Motta cita James McNerney, chairman do conselho e CEO da 3M que diz “desenvolver a liderança é conseguir ajudar as pessoas a crescerem” e a professora defende que o conceito é um desafio continuo no mundo global
Voltemos ao tópico do artigo e o posicionamento deste. Concordo com os quatro fatores e adiciono um quinto, um líder há de ser um exemplo para os seus seguidores. De que adianta ter foco, entusiasmo, saber desenvolver o próximo e se comunicar, se este próximo não acredita na proposta deste líder? Existe o fator exemplo e competência.
Exemplo, neste contexto, é o andar da fala. È um pouco do “mestre” antigo do ser, representado pelas suas realizações do fazer que se transformam em inspiração para um próximo, futuro mestre.
O foco vem expressado como o desafio de conduzir as pessoas a um ponto focar, gerador de resultados gratificantes à empresa e aos envolvidos. É a causa que pode satisfazer, para os seguidores, tanto o ser como o fazer.
“Ser”, como Drucker cita em seu livro sobre a evolução das fases de desenvolvimento, é parte do início da nossa civilização e quem sabe do futuro. É a realização pessoal determinada por ações para satisfazê-la perante o lucro como conseqüência – nos encontramos hoje em transição entre as sociedade do conhecimento e a da consciência. È a satisfação do viver para si mesmo, simultaneamente respeitando o todo. “Fazer” é um conceito instituído durante o período de produtividade e ainda vinga na atualidade através da submissão à tecnologia e à necessidade de sobrevivência. “Faço logo existo” em oposição ao pensar.
O entusiasmo do líder suporta a causa e não pode ser de interesses pessoal, mas sim mútuos para o bem geral. Entusiasmado a respeito de um ponto focal comum, um líder pode cativar e motivar os seus subordinados a alcançarem metas e objetivos. Entusiasmo proporciona emoção.
Desenvolvimento de pessoas há de ser a meta de todo líder. Sem alguém para substituí-lo este não esta apenas limitando as suas chances de prospecção, como também o crescimento da empresa, que fica sem portas de entrada para nova mão de obra.
E por fim: comunicação. Coaching, feedback, delegating, esses todos são exercícios que derrubam barreiras da comunicação e reforçam a formação de equipes.
A tendência que assistimos de especialização, seja em qual for a área de atuação de um profissional - medico, profissional de comunicação, defensor da lei – durante a passagem do período de conhecimento para o de consciência proporciona a base para que empresas aceitem as técnicas de formação de times com valores individualistas para maior eficiência no alcance de resultados.
O ser humano sempre escreveu a historia, e também, inventou a tecnologia, por isso, ainda é capaz de controlá-la. Estamos presenciando mais uma adaptação ao mundo moderno e contemporâneo pela consciência de que temos que “fazer” para sobreviver, mas ao mesmo tempo existe espaço para a realização do ser seja em qual for a indústria que você trabalhe. Está dado o devido valor à excelência individual e à relação de produtividade refletida na felicidade do individuo.
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