terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Deu na Folha

Deu na Folha: “Para ministro, a escola publica será sempre pior”. O atual ministro da educação, Fernando Haddad, que não tem senso nenhum ao medir suas palavras, em entrevista a Folha no dia 24 de Novembro, admitiu que não trabalha em prol da educação publica brasileira. Posso até estar sendo adiantado na minha analise, mas assim, de imediato, quando vejo meu próprio ministro admitir que as escolas públicas nunca alcançarão o nível das escolas privadas, esta é a minha conclusão. Haddad alega que “se a rede particular fosse pior do que a pública, ela acabaria por falta de interessados em pagar por serviços inferiores”. Ué!? Qual o interesse dele em manter a renda do dinheiro privado? Não são supostamente uma “opção elitisada” as escolas privadas?

Admito que sempre fui aluno do ensino privado e não concordo também com as emendas do governo Lula em cotar vagas para a maioria inferiorizada, o que vai lado a lado que a declaração no nosso ministro. Ao invés de providenciar o melhoramento do ensino publico, vamos por um band-aid no sistema, ficar com cara de mocinhos diante do povo e comer uma pizza no jantar! De novo!

Na mesma edição da folha Cristovam Buarque, questiona: “È positivo o projeto que obriga políticos eleitos a matricular seus filhos em escolas publicas?”, não sei ao certo o que pensar a respeito do seu artigo. Questiono se os seus familiares estudam em escolas publicas e o por que dele não ter tomado essa iniciativa quando fora Ministro da Educação. Concordo porém com o projeto, a melhora das escolas publicas seria eminente e também a segurança nas áreas onde elas estão presentes! Nenhum político iria querer seus filhotes estudando em área perigosas, correto?? Instalações, esportes, ensino, investimentos privados no setor publico, todas essas seriam medidas viáveis diante da sugestão.

Um grupo de empresários em São Paulo já pensa nisso como o futuro do nosso país. Seus filhos não estão estudando em escolas publicas, vamos devagar, não me interpretem mal, estes, no entanto, reconhecem a mente humana e sua capacidade de raciocínio e questionamento como uma das maiores riquezas naturais não exploradas do Brasil. Redes públicas de ensino assim, estão sendo privatizadas numa iniciativa nobre. Não vamos cobrar mais ou aumentar o preço do ensino público, mas vamos usar o pouco, ou muito, que temos a mais, para ajudar ao próximo.

Lembram da “Farinha é pouca, meu feijão primeiro”! Estes estão dividindo o feijão, sendo futuristas, democráticos e capitalistas. Obviamente uma mão lava a outra, tudo é feito por um motivo, e esta iniciativa gera isenção de impostos ao grupo, porém, é uma maneira de garantir que o dinheiro esta sendo usado para a educação, ótimo! Sabe-se lá, com o governo corrupto que temos, seja ele de qualquer partido, onde esse dinheiro iria parar. Talvez mais uma viagem de Lula ao Hawaii onde fazemos pesquisa de cadeira de praia e Piña-colada, enquanto nós pagadores de impostos ficamos aqui, usando narizes de palhaço.

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