quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

20 de Fevereiro













Não tenho pra onde ir

Não tenho rumo

As ruas se calam

Os cães já não latem mais

Já não escuto o silêncio

Grito o vazio ao vento

Já não vejo o meu caminho

Tudo parece escuro no clarão do meio dia

Nada parece claro na escuridão da meia noite

Largos passos correm

Percorro a minha vida

Caminho ao engatinhar

Já não sei pra onde ir

Não vejo o gosto

Não cheiro a audição

Não escuto o sentimento

Não sinto a visão

Minhas mãos alcançam o nada

No vácuo toco o cheio

A chuva traz o seco

O deserto da miragem

Sobre todos os lugares

Um livro sem detalhes

Saudades

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